OBS.4s: observações quadradas para um mundo redondo sobre um Deus triúno!

03/11/2009

Vida eterna? Pra que? Por quê?

Paraíso, céu, vida eterna. Estes são termos comuns nos nossos dias, quer você seja crente ou não. Afinal, pra que serve o céu? Por que eu deveria me preocupar em ir pra lá?

Considero muito importante estas perguntas, pois ela pode revelar muito sobre nosso relacionamento com Deus.

Gostaria que antes que você continuasse a ler este texto, respondesse estas perguntas sinceramente (não pense em qual é a resposta certa, mas em qual é a sua resposta).

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Muitas respostas podem ter surgido em sua mente e não sou eu quem vai julgá-las, mas gostaria de compartilhar algumas respostas que já dei a estas perguntas e talvez você se identifique com algumas delas:

— Ah... Porque é melhor ir pro céu do que ir pro inferno!

— Porque no céu todos serão felizes, não terá mais doenças, etc...

Vejam bem, estas respostas não estão erradas, ou melhor, elas não são mentiras – são verdades. Mas será que é isto que deve nos motivar a ir pro céu?

Sinto-me forçado a afirmar que se as únicas motivações que nos fazem desejar o céu são estas creio que dificilmente estaremos lá pra saber como que é.

Antes de expressar, o que creio eu, qual seria a motivação que deve gerar em nós o desejo de ir pro paraíso devemos definir primeiro o que é a vida eterna.

“Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Oração de Jesus registrada no capítulo 17 do evangelho de João.

Podemos concluir então que vida eterna é conhecer a Deus e a Jesus Cristo. E por isso que é eterna, pois passaremos a eternidade inteira buscando conhecê-Lo.

Permitam-me chegar à conclusão de que o que deve nos motivar a ir para o céu é o desejo de conhecer a Deus e a Jesus Cristo voltando ao relacionamento pleno com Ele.

E este desejo deve começar agora, ainda em vida!

É interessante notar ainda, que este é o desejo de Deus – de voltarmos ao relacionamento pleno com nosso Criador – e Ele escreveu a história de forma perfeita para que um dia isto se cumpra.

Não escrevi este texto para que, agora, você tenha a resposta correta a estas perguntas, mas pra que a cada dia você permita que Deus sonde o seu coração e revele qual tem sido sua motivação de viver a eternidade ao lado dEle e assim inicie, aqui e diariamente, a busca pelo conhecimento de Deus.

Que Deus nos ajude a colocar as motivações corretas no nosso coração.

4 comentários:

André Filipe, Aefe! disse...

Ow cara, muito bom o texto.
Só que as três perguntas não apareceram.. e eu tô curioso, rsrs

Grande abraço!

Josué disse...

Hehe... é, realmente ficou estranho... a Lia também perguntou isso.
Na verdade não são três perguntas, são "três pontinhos"... pq se ficasse corrido o texto, vcs nao iriam parar pra pensar... as perguntas são as do título...
Abraços
Zeh

Marcio disse...

Nosso destino

Uma das coisas mais estúpidas que já acreditei em termos de religião foi que a composição da população do céu podia ser mensurada pelo número de pessoas que dissessem sim a um apelo de conversão a Jesus Cristo feito nas bases da tradição do cristianismo protestante evangélico anglo-americano. Traduzindo: se você acredita que irão para o céu somente as pessoas que aceitam a Jesus como salvador depois de ouvir o evangelho pregado a partir da cultura anglo-americana, então você está em apuros: o seu céu é pequeno demais; o seu Deus é pequeno demais; o seu Cristo é pequeno demais; o seu evangelho é pequeno demais; o seu Espírito Santo é pequeno demais; o seu universo de comunhão é pequeno demais; seu projeto existencial é pequeno demais; sua peregrinação espiritual é pequena demais.

É urgente que se articule uma outra maneira de convocar pessoas para que se coloquem a caminho do céu. Uma convocação que considere que “nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus” – palavras de Jesus. Uma convocação que re-signifique o conceito de céu, que deve deixar de ser um lugar geográfico em outro mundo para onde se vai após a morte, para significar uma dimensão de relacionamento com o Deus Eterno para a experiência contínua do processo de humanização: estar em Cristo, ser como Cristo, ser Cristo. Com isso quero dizer que o convite para aceitar Jesus como salvador como credencial para ir para o céu não é a melhor convocação. A melhor convocação é um chamado para se tornar uma outra pessoa. A peregrinação espiritual cristã não é uma migração de um lugar para outro, mas de um estado de ser para outro. Nosso destino não é o céu. Nosso destino é Cristo. E tenho certeza de que muita gente vai chegar lá mesmo sem nunca ter ouvido o plano de salvação desenvolvido pelos teólogos sistemáticos anglo-americanos.

Ed René Kivitz

Anônimo disse...

Todos os dias eu vivo melhor porque penso que em breve não estarei mais viva, que hoje pode ser meu último dia e isso me faz viver e ser uma pessoa melhor, não é pelo medo que sinto da morte mas pelo valor que dou às coisas que julgo não poder ter sempr; a questão da fé que muitas pessoas têm é admirável, mas nem todos têm a mesma certeza de uma vida após a morte, eu mesma sou um exemplo de incerteza quanto a existência de um céu ou qualquer que seja o lugar que amparará pessoas merecedoras de um céu...
Mas apesar de não ter essa fé, Deus sendo justo como o é me julgará de acordo com minha atitudes e não somente com minhas palavras ou minha fé ou a falta dela.