OBS.4s: observações quadradas para um mundo redondo sobre um Deus triúno!

25/03/2010

Reunião de oração, vigília e vida de estudante

Uma mistura explosiva

Para quem já pensou em dizer que os estudantes do nosso meio têm feito reuniões e vigílias demais, e para encorajar àqueles que têm se entregado à luz da lua para rogar ao Senhor pela sua Obra, quero aqui mostrar que reunião de oração, vigília e estudantes foram, e têm sido uma mistura explosiva na Obra do Senhor.
Tenho sido testemunha do que era a Obra na Mackenzie e na região há quatro anos, e do que ela se tornou hoje, tenho sido testemunha das grandes coisas que Deus têm feito em nosso meio, e posso assegurar-lhes que as conversões espontâneas, as vocações missionárias, o crescimento dos grupos, o fervor evangelístico dos jovens, tudo isso tem uma ligação muito forte com suas olheras e as marcas dos seus joelhos.
Posso assegurar-lhe, também, que se vocês continuarem com o mesmo fervor, com a mesma satisfação em servir ao Senhor, o que temos visto será tido como algo pequeno, o que está por vir está além do que podemos alcançar sozinhos e planejar com nossas canetas.
Os exemplos são inúmeros, mas quero contar somente sobre uma conhecida reunião de oração de 4 estudantes.


A reunião de Oração no monte de feno.

Na Inglaterra e EUA do século 19, as campanhas evangelísticas estão percorrendo todas as cidades e alcançando principalmente os jovens universitários, e as reuniões e grupos de estudo bíblico passam a ser frequentes. É o tempo de avivamentos, tempo de grandes pregadores e surgimento de grandes missionários e movimentos. Entre outras universidades americanas daquele tempo que ficaram conhecidas como celeiros de missionários, estava o Williams College em Massachusetts.
Mills era um jovem estudante que, junto de seus amigos, se preocupava com a vida espiritual dos estudantes da Universidade. Em vista disso, reuniam-se todas as quartas e sábados às margens do Rio Hoosack, próximo à escola, para orarem pela Universidade.
Certa vez, Mills e mais quatro colegas, ao retornarem da oração, ficaram impedidos por uma forte tempestade, buscando refúgio em um monte de feno. Tomados pelo espírito de Deus, os cinco estudantes reiniciaram as orações, desta vez, no entanto, orando por um despertamento entre os estudantes para missões estrangeiras. Fervorosos, eles mesmos entregaram suas vidas a Deus naquela reunião. “Mills orientou a conversa e as orações para a obrigação missionária pessoal de cada um. Ele exortou os companheiros com as palavras que mais tarde vieram a ser o lema deles:
PODEMOS FAZER ISSO SE QUISERMOS!”
Esta reunião foi um marco para a história dos movimentos universitários nos EUA. Os cinco jovens formaram a primeira sociedade missionária estudantil da América, além de influenciarem muitos outros estudantes. Veja o que diz o historiador Latourett: “Foi a partir dessa reunião no monte de feno que o movimento de missões estrangeiras das igrejas dos Estados Unidos teve seu impulso inicial”.
Estes jovens acabaram influenciando o surgimento do talvez mais forte impulso missionário da história da igreja, o Movimento de Estudantes Voluntários. Em 1867, foi edificado no local o primeiro monumento na história do mundo que comemora uma reunião de oração.


Oração na Batalha


A oração incessante pela Universidade e por despertamento missionário conduz as histórias extraordinárias dos movimentos estudantis. Veja o que Piper fala sobre a oração:

“A razão de o Pai dar aos discípulos o instrumento da oração é porque Jesus havia lhes dado uma missão. Na realidade, a gramática de João 15.16 implica que a razão de Jesus ter dado a eles uma missão é para que estivessem habilitados a usar o poder da oração. ‘Eu vos escolhi... para que vades e deis fruto... a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda’. Essa é apenas outra maneira de dizer que a oração é um aparelho comunicador no campo de batalha.”

Finalizando, um testemunho de um universitário.

Quero terminar transcrevendo um testemunho de um ex-universitário como nós, David Howard, diretor-geral da Associação Evangélica Mundial, em que trata da importância da oração no movimento. Com paciência, continue a leitura, creio que Deus falará ao seu coração:

“Tenho ainda um pequeno e desbotado cartão da Decisão de Evangelização Mundial, datado de 1946, com minha assinatura. Infelizmente, não me recordo do dia, mas é bem possível que tenha assinado esse cartão no encerramento da primeira convenção missionária estudantil na Universidade de Toronto.
O cartão devia ser verde. Posso dizer pelo pequeno círculo verde, no qual finquei um percevejo para pendurá-lo sobre minha escrivaninha até o término do curso universitário. Ele servia para lembra-me de uma oração diária em que tinha me prometido servir a Deus além-mar, a menos que ele claramente me orientasse para outro destino. O fato de eu ter servido 15 anos de um empolgante serviço na América Latina é devido, em grande parte, à oração – e muito disso estimulado por aquele cartão verde. Ao retornar à Universidade, após a convenção em Toronto, os alunos começaram a se reunir regulamente para orar pelas missões. Meu melhor amigo da faculdade era Jim Elliot. Jim teria apenas poucos anos de vida após nossa formatura, porém naqueles poucos anos em que esteve entre nós ele deixaria um marco para a eternidade em minha vida e na de centenas de outros. Exatamente dez anos após a semana em que se encerrou a convenção em Toronto, Jim e seus quatro companheiros foram flechados mortalmente pelos índios Aucas no rio Curaray, no Equador. Em sua morte, ele falaria a muitos milhares, embora não soubéssemos disso em nosso tempo de faculdade. Jim incentivava um pequeno grupo entre nós, para que nos encontrássemos todos os dias às 6h30 e orássemos por nós mesmos e por nossos amigos em favor das missões. Isso tornou-se parte regular da minha vida universitária.
Jim Elliot organizou também um ciclo diário de 24 horas, no qual recrutava estudantes para um sistema de oração de quinze minutos, em que se comprometiam a orar pelas missões e pelo recrutamento missionário em nosso campus. Todas as 24 horas do dia estariam, dessa forma, preenchidas. Assim, a cada quinze minutos ao longo do dia e da noite ao menos um aluno estaria de joelhos intercedendo pelas missões do Wheaton College.
Art Wiens foi um veterano de guerra que tinha servido na Itália e planejado retornar como missionário. Ele decidiu orar diária e nominalmente, por meio do registro de matrículas na universidade, por dez alunos. Art prosseguiu com esse propósito fielmente durante seus anos de faculdade.
Não vi Art novamente até nos encontrarmos em 1974 no Congresso sobre a Evangelização Mundial, em Lausanne, Suíca. Ao renovarmos a amizade e recordarmos os velhos tempos, ele disse: “Dave, você se lembra daqueles encontros de oração que costumávamos ter em Wheaton?” “Lembro-me, certamente”, eu respondi.
Então disse Art: “Você sabe, Dave, que estou ainda orando por quinhentos colegas nossos de faculdade que estão agora no campo missionário.” “Como você sabe que muitos deles estão em outros países?” perguntei-lhe. “Mantenho contato com o escritório de registro dos ex-alunos, descubro quem está indo como missionário e, assim, oro por eles”.
Surpreso, pedi a Art se eu poderia ver sua lista de orações. No dia seguinte ele me trouxe um caderno velho e desgastado pelo uso que ele havia iniciado na época da faculdade, contendo os nomes de centenas de colegas de classe e amigos”.
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Amigos estudantes, o combustível do movimento é a oração. É pela oração que é liberado o poder de Deus, e com o poder de Deus podemos qualquer coisa! Se vamos transformar a Mackenzie, o Brasil e o mundo? PODEMOS FAZER ISSO SE QUISERMOS!

Fontes:
PIPER, John. Alegrem-se os Povos. Cultura Cristã. 2001.
WINTER, Ralph e HAWTHORNE, Steven. Missões Transculturais: uma perspectiva histórica. Mundo Cristão, 1987.

Um comentário:

Rodrigo disse...

Olha nóis aí!
:D

Mas alguém ta comigo?
^^